Romeu Zema critica governo Lula e defende anistia para envolvidos no 8 de janeiro
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), intensificou suas críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmando que o governo federal plantou “a receita do fracasso”. Em entrevista ao Valor Econômico, ele criticou os gastos da atual gestão e comparou a situação à recessão de 2015 e 2016.
“Estou vendo a repetição de tudo o que aconteceu lá atrás: politicagem, corrupção, petrolão, mensalão, mala de dinheiro. E isso me causa indignação. Estamos vendo uma gastança que vai produzir uma crise no futuro”, declarou.
Cotado para disputar a Presidência em 2026, Zema reconheceu Jair Bolsonaro como “o maior nome da direita”, mas afirmou que está à disposição do Partido Novo e que ajudará a legenda a cumprir a cláusula de barreira.
O governador também defendeu uma anistia ampla aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, justificando que a medida já foi adotada no passado para crimes mais graves. “A anistia que já tivemos no Brasil [após a ditadura militar] incluiu assassinos e sequestradores. O que foi feito no passado é muito mais grave”, argumentou. Apesar disso, ele rejeitou discursos extremistas e disse não apoiar a chamada “direita autoritária”.