Pastor Valdemiro pede até R$ 1 mil por feijão contra Covid-19. MPF vê estelionato

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Em vídeo publicado no YouTube Valdemiro Santiago pede até 1 000 reais por uma semente que, segundo ele, teria um poder de cura e proteção contra a Covid–19. O item, de acordo com o pastor, pode ser adquirido pelas centrais telefônicas da Igreja Mundial do Poder de Deus (IMPD). Ministério Público Federal  suspeita de estelionato.

 

Na mensagem, Santiago cita vários trechos da bíblia com menções aos termos “semear” e “semente”, e mostra o caso de um rapaz que supostamente se curou da doença após usar o item que está sendo vendido pela igreja. Ele afirma ainda que o fiel pode destinar o “propósito de 1 000 reais” para ter o “remédio”, ou ainda “doações” de 500, 200 e 100 reais.

Após falar dos supostos poderes de proteção do produto, o pastor explica como o fiel deve plantar o item, mas em nenhum momento especifica como a tal semente deve ser usada. “Você vai ver a benção de Deus na sua casa. Nós vamos mandar para o Brasil inteiro. Ligue agora e peça a sua já. Vou até dar um conselho: chegou em casa deixa 12 horas dentro da água. Depois poem no algodão ou na terra. Coisa linda. Vai nascer, em 5 dias tá grande”.

A Organização Mundial da Saúde afirma que não há até o momento nenhuma vacina ou remédio que possa curar a doença pandêmica.

Segundo ele, após a planta se desenvolver, outras sementes surgem com a mensagem “sê tu uma benção” gravadas. “Gente curada de estado terminal. E tá ali o exame, pra quem quiser, você vê como a semente é semeadora. Aí sim, conseguiu vencer a crise e a epidemia. Só tem um jeito de vencer, é semeando, e semeando a obra de Deus. Você vai semear essa semente e na planta que nascer vai estar escrito ‘Sê tu uma benção”.

https://youtu.be/iDhf1HjkknU

 

Ao menos o Ministério Público Federal (MPF) viu indícios de estelionato por parte do pastor Valdemiro Santiago de Oliveira, líder da Igreja IMPD. E classificou os feijões de “mágicos”

A Procuradoria Regional da República da 5ª Região, no Recife (PE) pediu nesta sexta-feira (8) que o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) apure o caso e denuncie o pastor.

Segundo o procurador federal Wellington Cabral Saraiva, “está claro” no vídeo que o pastor “usa de influência religiosa e da mística da religião para obter vantagem pessoal (ou em benefício da igreja), induzindo vítimas em erro, pois não há evidência conhecida de cura da Covid-19 por meio de alguma divindade nem por ingestão ou plantação de feijões mágicos”.

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