Conhecida como a síndrome da Bela Adormecida, saiba mais sobre a síndrome de Kleine-Levin que gera a hipersonia
Conhecido como “Síndrome da Bela Adormecida”, o transtorno Kleine-Levin é uma condição neurológica bastante rara. Sua principal curiosidade são episódios de hipersonia – sono excessivo que pode durar dias ou semanas –, que são desconhecidos por boa parte da população.
As pessoas afetadas entram em um estado de sonolência profundo, interrompendo seu cotidiano, trabalho e vida social, o que impacta o bem-estar do indivíduo. A síndrome é mais comum em adolescentes, mas pode chegar a afetar homens e mulheres, sem muitas distinções.
Quais são os sintomas?
Como mencionado, o principal sintoma da Síndrome de Kleine-Levin é a hipersonia. Ela pode se manifestar por períodos longos, e sua principal característica é o sono ininterrupto. Durante esse momento de “crise”, o paciente pode dormir por horas, chegando a dias, e constantemente apresenta dificuldade para ser acordado, além de desorientação quando consegue despertar.
As pessoas que são diagnosticadas com a “Síndrome da Bela Adormecida” podem apresentar principalmente sono profundo, alterações de humor e lapsos de memória.
Esses pacientes podem passar semanas sem crises, mas em seguida vivenciar uma sonolência que pode durar dias. Ainda não há dados suficientes que declarem com exatidão como evitar a Kleine-Levin. O impacto pode ser mais intenso para o paciente quando não há um tratamento adequado.
Causa e diagnóstico
A origem da Síndrome de Kleine-Levin ainda é desconhecida, mas há hipóteses como fatores genéticos ou disfunção no sistema nervoso. Por isso, para obter um diagnóstico mais preciso, a medicina tem adotado tecnologias avançadas, como exames de imagem – ressonância magnética, ultrassom e tomografia computadorizada – e análises sanguíneas.
Esses recursos ajudam a descartar outras doenças com sintomas semelhantes, reduzindo o risco de diagnósticos equivocados e evitando a necessidade de múltiplos laudos incorretos.
Existe cura ou tratamento?
Apenas de ainda não existir uma cura para a síndrome, o uso de medicações e o apoio psicológico podem ajudar a diminuir os impactos gerados pelas crises de sono. Durante a constância das crises, procurar apoio na enfermagem é o mais indicado.
O cuidado de pessoas com Síndrome de Kleine-Levin requer um suporte de profissionais, que desempenham um papel especial quando se diz respeito à administração de medicamentos, ao acompanhamento psicológico e demais suportes.
Um profissional da saúde é responsável por orientar pacientes e familiares sobre a síndrome, além de ser fundamental para garantir que o paciente receba cuidados personalizados.
Embora não haja uma cura definitiva para a Síndrome de Kleine-Levin, um tratamento adequado pode ajudar a controlar os sintomas e a melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas.