Com quarentena eleitoral, 34 deputados não seriam eleitos

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A cúpula menor, voltada para baixo, abriga o Plenário do Senado Federal. A cúpula maior, voltada para cima, abriga o Plenário da Câmara dos Deputados.
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Caso a quarentena eleitoral valesse na última eleição para o Congresso, em 2018, 34 dos atuais deputados estariam proibidos de concorrer.

 

Desses, 23 fazem parte da bancada de apoio ao presidente Jair Bolsonaro. É o que mostra levantamento do SBT News a partir da base de dados do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap).

Dos 23 aliados de Bolsonaro, 15 são integrantes do PSL, dois são do Patriota, dois do PSD e outros 3 são do PL (antigo PR). Apenas um congressista faz parte do PP.

A Câmara dos Deputados aprovou, na 4ª feira (15.set), por 273 a 211, uma emenda que devolve ao novo Código Eleitoral a quarentena obrigatória de quatro anos para militares, policiais, guardas, magistrados e membros do Ministério Público que desejem disputar eleições. O texto ainda passará pelo Senado.

Bolsonaro criticou a mudança no Código Eleitoral e afirmou que vetará a emenda. O presidente busca fortalecer as alianças com a classe de militares. Desde que assumiu o posto, ele conta com a fidelidade de boa parte da categoria.

Além dos cargos oferecidos aos integrantes das Forças Armadas e a chance de aposentadoria especial em relação aos servidores civis, o governo de Jair Bolsonaro entregou aos militares pelo menos 7 benefícios nos últimos dois anos e meio. As ações servem de atração para uma base de apoio formada ainda nas eleições de 2018 e consolidada ao longo dos últimos 30 meses.

Se a quarentena para parlamentares já entrasse em vigor, Bolsonaro perderia aliados na Câmara. A possibilidade incomodou o presidente da República, que chamou o texto de “absurdo”.

“Espero que o Senado não aprove. O cara sai da cadeia e já pode ser candidato a presidente da República e você, militar da ativa, não pode ser candidato a vereador, isso nao tem cabimento. Obviamente se passar no Senado a gente veta”, declarou Bolsonaro durante sua live semanal na 5ª feira (16.set). Ele fez referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Se aprovada, a mudança do Código Eleitoral obrigará juízes, membros do Ministério Público, policiais federais, rodoviários federais, policiais civis e guardas municipais a se afastar definitivamente de seus cargos e funções quatro anos antes das eleições de 2026.

 

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