O coração e o joelho ralado

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Por Miguel Lucena

Brasília é uma cidade planejada, mas nem tudo se planeja na vida. Os frequentadores assíduos dos bares da Asa Norte e da Asa Sul — essa “elite etílica” que resiste heroicamente às proibições do Código de Trânsito — descobriram nos patinetes elétricos públicos uma solução engenhosa para driblar a suspensão da CNH por se negarem a soprar o bafômetro.

É um vaivém curioso: o cidadão desce no metrô da Galeria ou salta do ônibus no Eixão, mira o boteco preferido, destrava o patinete pelo celular e vai rasgando o vento com sede de liberdade (e de uma loira gelada). A ida é fácil. A volta, nem tanto. Lá pelas tantas, quando a realidade já começa a ondular e a calçada se curva como pista de rally, o patinete vira armadilha. Teve quem capotasse na L2 Sul como se fosse um piloto da Stock Car com a coordenação motora de um jabuti.

Na Embaixada do Piauí, refúgio boêmio de sábios e beberrões, o poeta Lima do Camarão lançou sua pérola:
— Um joelho ralado dói bem menos que um coração partido.

E ninguém ousou discordar. Afinal, curativo se compra na farmácia da esquina, mas amor perdido… só com outra dose.

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