Ministro Dias Toffoli marcou oitivas de oito executivos investigados por supostas fraudes na liquidação do Banco Master; depoimentos ocorrem nesta segunda (26) e terça-feira (27)
O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta segunda-feira (26) a oitiva de investigados no inquérito que apura supostas fraudes relacionadas à liquidação do Banco Master. Os depoimentos estão previstos para ocorrer ao longo de hoje e desta terça-feira (27).
As datas foram definidas pelo ministro relator do caso, Dias Toffoli, cuja condução do processo tem sido alvo de questionamentos. Ao todo, oito executivos prestarão depoimento, parte deles presencialmente, na sede do STF, em Brasília, e parte por videoconferência.
Entre os depoentes estão sócios e executivos do Banco Master, dirigentes do Banco de Brasília (BRB) e um diretor de empresa apontada como ligada ao suposto esquema investigado.
Confira a lista de depoimentos:
26 de janeiro (videoconferência)
– Dário Oswaldo Garcia Junior, diretor financeiro do BRB
– André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de empresa investigada
– Henrique Souza e Silva Peretto, empresário
– Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de tesouraria do Banco Master
27 de janeiro
– Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de operações financeiras do BRB – presencial
– Luiz Antonio Bull, diretor de riscos, compliance, recursos humanos e tecnologia do Banco Master – presencial
– Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Banco Master – videoconferência
– Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master – presencial
As oitivas ocorrem após decisão de Toffoli que reduziu o prazo inicialmente concedido à Polícia Federal (PF) para a condução das investigações. A medida gerou desgaste na relação institucional entre o ministro e a corporação, especialmente após a última operação da PF que teve como alvo o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Após embates com a PF, Toffoli determinou que a perícia inicial do material apreendido fosse realizada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Quatro peritos da Polícia Federal foram designados para acompanhar o trabalho, escolhidos diretamente pelo ministro, sem indicação da corporação.
Os depoimentos integram o inquérito conduzido pela PF, que tem prazo de até 60 dias para apresentar relatório final, caso não haja pedido de prorrogação. O documento deverá reunir as provas colhidas e indicar eventuais indiciamentos.
O relator também avalia a possibilidade de devolver o processo à primeira instância da Justiça, onde o caso tramitava até o fim do ano passado. A investigação chegou ao STF devido à suspeita de envolvimento de parlamentares nas fraudes, o que atraiu a competência da Corte em razão do foro por prerrogativa de função.
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