Resort ligado a Toffoli é citado no caso Banco Master

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Empreendimento no Paraná é citado por opositores do ministro em meio aos desdobramentos da liquidação do Banco Master

 

Em meio aos desdobramentos envolvendo a condução do caso da liquidação do Banco Master, o nome do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a ser citado em um novo episódio. Desta vez, as menções envolvem o Resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no norte do Paraná, empreendimento ligado a familiares do magistrado e que abriga um espaço destinado a jogos e carteados.

O resort passou a ser citado por opositores da atuação de Toffoli no processo que envolve o banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro. Segundo reportagem especial do portal Metrópoles, publicada nesta quarta-feira (21), o local conta com um ambiente estruturado como cassino, com acesso a jogos como blackjack — modalidade de aposta proibida pela legislação federal brasileira — e movimentação de altos valores em dinheiro. As imagens foram registradas pelo cinegrafista Sam Pancher.

Embora o nome de Dias Toffoli não conste formalmente em documentos oficiais como proprietário do resort, funcionários do estabelecimento se referem ao ministro como dono do empreendimento. Um trabalhador relatou que, no fim do ano passado, Toffoli teria promovido o fechamento do local para uma grande festa destinada a familiares e convidados.

À época, o resort já estaria sob posse de um advogado ligado à J&F, grupo empresarial dos irmãos Joesley e Wesley Batista. Antes disso, o empreendimento pertencia a um fundo que tinha entre seus investidores o pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Ainda segundo relatos, a confraternização contou com a presença do ex-jogador da Seleção Brasileira Ronaldo Fenômeno, além de outros artistas. Funcionários afirmam que Ronaldo, jogador profissional de pôquer, teria inaugurado as máquinas de jogos do resort. O espaço dispõe de 14 máquinas de videoloteria, cuja regulamentação é permitida no estado do Paraná.

Pela legislação federal, jogos de azar são proibidos no Brasil. No entanto, em 2020, o Supremo Tribunal Federal autorizou que os estados criassem normas próprias para a exploração das chamadas videoloterias, conhecidas como “caça-níqueis”. A decisão teve relatoria do ministro Gilmar Mendes e contou com o voto favorável de Dias Toffoli.

De acordo com funcionários, o ministro frequenta o resort com regularidade e dispõe de uma área exclusiva denominada “Ecoview”, voltada a hóspedes de alto padrão. Outra residência dentro do complexo é utilizada por José Carlos Dias Toffoli, irmão do ministro. José Carlos e outro irmão, José Eugênio, foram sócios de uma incorporadora avaliada em cerca de R$ 30 milhões, responsável pela construção dos apartamentos do resort. Antes de atuar no setor imobiliário, José Carlos exercia a função de padre.

O Tayayá também já hospedou outros ministros do Supremo, entre eles a ministra Cármen Lúcia. Localizado às margens da represa de Xavantes, próximo à divisa entre Paraná e São Paulo, o resort cobra diárias que podem chegar a R$ 2 mil nas acomodações mais simples.

Procurado, o advogado Paulo Humberto negou a existência de jogos de azar ilegais no local.
“Em relação à jogatina, os jogos existentes no Tayayá são autorizados pela loteria do estado. Quanto aos jogos de cartas, as mesas disponíveis são para diversão dos próprios hóspedes, que jogam de truco a pôquer. Não há interferência nem incentivo à jogatina”, afirmou.

Até o momento, o ministro Dias Toffoli não se manifestou sobre o novo episódio.

Resort Tayayá, ligado a familia de Dias Toffoli (STF) – (Fotos: Sam Pancher/Metropoles)

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