Rádio perde voz histórica: Juarez Vieira morre atropelado aos 64 anos

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Radialista da Rádio Atividade FM morreu após ser atropelado enquanto pedalava no Pistão Norte, em Taguatinga; motorista estava embriagado e com documentação irregular

 

Por Josiel Ferreira

Tive o privilégio de conhecer o radialista Juarez Vieira nas bancadas do estúdio da Rádio Atividade FM. Foram momentos inesquecíveis. Seus conhecimentos, conselhos e dicas moldaram trajetórias e fortaleceram vocações. Juarez era daqueles profissionais raros: dedicado, generoso e absolutamente comprometido com a essência do rádio.

Pessoa nobre, focada no trabalho e dona de uma voz inigualável, Juarez levava informação, companhia e humanidade aos ouvintes, especialmente no programa Wiguinho, onde construiu uma relação de confiança com o público. Não era apenas comunicação: era presença, era serviço, era respeito com quem estava do outro lado do rádio.

Neste sábado (7), o rádio do Distrito Federal perdeu uma de suas grandes referências. Juarez Vieira morreu aos 64 anos, após ser atropelado enquanto pedalava de bicicleta no Pistão Norte, em Taguatinga.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a corporação foi acionada às 10h09 e encontrou a vítima em parada cardiorrespiratória. Apesar das manobras de reanimação, Juarez não resistiu aos ferimentos e o óbito foi declarado ainda no local. O acidente ocorreu nas proximidades da Academia da Polícia Militar, mobilizando três viaturas de resgate. As circunstâncias da colisão seguem sob apuração.

Informações do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) revelam um cenário ainda mais grave e revoltante. O motorista envolvido realizou o teste do bafômetro, que apontou 1,32 mg/L de álcool, índice quase quatro vezes acima do limite que configura crime. Além disso, os agentes constataram que a CNH do condutor estava vencida desde 2025 e que o veículo não era licenciado desde 2024. O motorista foi detido, autuado e teve o carro removido ao depósito.

A Rádio Atividade FM, emissora onde Juarez Vieira construiu grande parte de sua história profissional, divulgou nota de pesar lamentando profundamente a perda. A rádio destacou que ele foi uma das grandes vozes do rádio, responsável por marcar a vida de milhares de ouvintes, e afirmou que seu nome e sua voz jamais serão esquecidos.

A morte de Juarez Vieira não é apenas uma tragédia pessoal ou uma perda irreparável para a comunicação. É também um alerta duro e necessário. O que leva alguém a assumir o volante embriagado, com documentação irregular, consciente dos riscos, e ainda assim colocar vidas inocentes em perigo?

Enquanto famílias choram, trajetórias são interrompidas e talentos se calam, a imprudência insiste em ocupar as ruas. Juarez partiu fazendo o que muitos fazem diariamente: tentando viver. O mínimo que se espera é que sua morte não seja apenas mais um número nas estatísticas, mas um ponto de reflexão urgente sobre responsabilidade, fiscalização e respeito à vida.

O rádio perde uma voz. A cidade perde um cidadão. E todos nós perdemos quando a irresponsabilidade segue matando.

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