A gestão compartilhada foi tema de debates durante toda esta quinta-feira (7) na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O retorno às aulas na rede pública do DF será na próxima segunda (11), e o projeto piloto de escolas com a presença de policiais e bombeiros dando aulas começará em quatro centros educacionais, mas alguns deputados distritais de oposição, minirotários na Câmara, são contra o projeto do governador Ibaneis Rocha.
Durante a manhã, o deputado Fábio Félix (PSol) promoveu uma reunião pública, com a presença de representantes sindicalistas, profissionais da área e parlamentares. Ele acredita que o fortalecimento do Batalhão Escolar seria mais eficaz para o restabelecimento da ordem e da segurança dentro do ambiente escolar.
“É muito mais efetivo em termos de segurança, porque contempla as unidades de ensino e também reforça o policiamento comunitário, que hoje em dia é precário. Escola foi feita para ter profissionais formados para as práticas pedagógicas, como os orientadores educacionais”, diz ele.
Reginaldo Veras (PDT), também de oposição, também é contrário à gestão compartilhada. “Não é necessário a presença da polícia para estabelecer a ordem em sala de aula. O trabalho dos profissionais militares é no policiamento extensivo”.
O deputado Leandro Grass (Rede) foi além, e propôs um decreto para suspender o projeto piloto das escolas militares nos centros educacionais: CED 03 de Sobradinho; CED 308 do Recanto das Emas; CED 01 da Estrutural e o CED 07 da Ceilândia. Grass criticou tanto a criação da portaria, como a postura do governador Ibaneis Rocha.
“Neste caso das escolas militarizadas, mais uma vez, agiu sem ouvir o Conselho de Educação e sem observar a Lei de Gestão Democrática. Este tema deve ser amplamente debatido com a sociedade. Não é por força de uma portaria, sem escutar as representações democráticas, que se institui um modelo como este”.
Na próxima terça-feira (12) os deputados pretendem votar o decreto, para isso é necessário, antes, que o texto seja analisado, nas comissões de Educação, Saúde e Cultura e de Constituição e Justiça (CCJ), onde as forças governistas são majoritárias.
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