Moro sobrevoa a Fortaleza dos PMs amotinados

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, durante entrevista coletiva, para divulgar o Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen) de 2019.
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Moro havia anunciado a presença na capital cearense apontando: “É tempo de superar a crise e serenar os ânimos. Servir e proteger acima de tudo.”

O ministro Sérgio Moro, da Justiça e Segurança Pública, sobrevoou nesta segunda-feira, 24, Fortaleza, palco de motins de policiais militares desde o dia 18.

O ministro da Defesa Fernando Azevedo e o advogado-geral da União André Mendonça também estão na capital do Ceará para acompanhar a Operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em curso no Estado por determinação do presidente da República, Jair Bolsonaro.

O Estado recebeu nesta semana 300 agentes da Força Nacional e de 2 500 do Exército para reforçar a segurança.

Os ministros se reuniram com o governador Camilo Santana (PT) para debater ações para garantir a segurança da população.

Em seu Twitter, Moro havia anunciado a presença na capital cearense apontando: “É tempo de superar a crise e serenar os ânimos. Servir e proteger acima de tudo.”

O movimento paredista no Ceará teve início por falta de acordo dos PMs com o governo do Estado quanto à reestruturação salarial

A proposta de reajuste anunciada pelo governo do Ceará no dia 13 de fevereiro estabelecia aumento o salário de um soldado da PM dos atuais R$ 3,2 mil para R$ 4,5 mil em reajustes progressivos até 2022.

A proposição foi comemorada por parte da categoria como conquista, mas um grupo permaneceu insatisfeito.

Os envios dos agentes da Força Nacional e do Exército foram determinados, respectivamente, pelo ministro Moro e pelo presidente Jair Bolsonaro a pedido de Camilo Santana, após o senador licenciado Cid Gomes (PDT-CE) ter sido baleado em Sobral, interior do Estado, quando tentou furar um bloqueio de amotinados a bordo de uma retroescavadeira.

No sábado, 22, o governo do Estado publicou uma relação de 60 policiais militares suspensos das funções por envolvimento na rebelião da Polícia Militar.

 

Estadão Conteúdo

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