Frente parlamentar em defesa da radiodifusão é criada na Câmara

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Algumas vozes a mais poderão se levantar quando houver um radialista assassinado por expressar-se contrariando interesses de classes dominantes longe das capitais.

 

Foi lançada na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira, 30, a Frente Parlamentar da Radiodifusão. Reúne mais de 250 deputados que apoiaram a criação do grupo, que irá trabalhar em prol de um dos mais relevantes meios de comunicação em todo o mundo.

Defender a relevância do rádio para a sociedade brasileira, já que ele ainda é o único meio de acesso à informação para grande parte da população do país é um dos objetivos dos parlamentares.

O deputado Eli Corrêa Filho (DEM), que coordena a frente, o grande número de parlamentares que aderiram à frente demonstra como a Câmara está comprometido em coibir qualquer iniciativa que possa restringir a liberdade de expressão.

Entre as atribuições da frente parlamentar está a de acompanhar com atenção a tramitação de propostas sobre o setor, como a possibilidade de digitalização do rádio, a migração das emissoras que transmitem em frequência AM para FM e o interesse das agências de publicidade em contratar anúncios nessa plataforma.

Na visão do presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão, Paulo Tonet Camargo, a prioridade é fazer andar o projeto que obriga as operadoras de telefonia a liberarem o acesso gratuito ao rádio pelos aparelhos celulares. “Os chips existem, eles apenas não vêm desbloqueados. Não tem custo para a sociedade nem vai aumentar o custo dos aparelhos. É apenas um desbloqueio”, disse.

A deputada Celina Leão (PP-DF) é vice-líder da frente. “Tenho a missão de representar todo o Centro-oeste”, disse.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), que prestigiou o lançamento disse que a criação do grupo ocorre num ótimo momento porque o Brasil passa por uma transformação na forma de relacionamento entre a política e a sociedade.

Maia ressaltou que uma imprensa livre é essencial para a democracia. “Nada é mais importante do que a liberdade de expressão e a liberdade de imprensa.”  A expectativa é que os membros da Frente Parlamentar da Radiodifusão se reúnam semanalmente para discutir questões relacionadas ao setor.

Muitos radialistas morreram por defender o direito de informar o cidadão contrariando interesses. Esperemos que agora a frente seja um reforço para que se combata a violência na nobre categoria de comunicadores de rádio.

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