O defensor de Lula, Geraldo Prado, classificou como “totalmente mentirosa a informação de que eu tenha sido contratado por organização criminosa”.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, usou o Twitter para se manifestar sobre suspeitas de que advogados do PT teriam recebido pagamentos do PCC. Moro afirmou que espera que “não seja verdade”. O posicionamento foi em resposta a uma postagem do presidente Jair Bolsonaro, que questionou se o PCC pagou advogados do PT para derrubar uma portaria de Moro.
Tudo começou depois de uma reportagem da TV Record, exibida neste sábado (5), que foi compartilhada pelo presidente. A emissora afirmou que a polícia e o Ministério Público de São Paulo encontraram no celular de um comparsa de Marcola mensagens que indicam pagamentos feitos a advogados ligados ao PT e a uma ONG do Rio de Janeiro.
O dinheiro teria sido usado para mover ações no Supremo Tribunal Federal e na Organização dos Estados Americanos, a OEA, com o objetivo de derrubar a portaria de Moro que endureceu regras em presídios federais.
O ministro Sergio Moro escreveu: “que organizações criminosas questionem essa política, acho compreensível, faz parte”. Em seguida ele disse: “que alguns partidos políticos queiram ajudar essas organizações, acho mais questionável. Espero que não seja verdade. Talvez devessem ouvir os governadores antes”.
Em nota o Partido dos Trabalhadores afirmou que “Jair Bolsonaro e Sergio Moro estão juntos em mais uma armação contra o PT para desviar o foco de suas notórias ligações com milicianos e outros agentes do crime que este governo protege”.
De acordo com a “Record”, a ação acontece em conjunto com a polícia após mensagens de Décio Gouveia Luiz, “braço direito” de Marcola, indicarem pagamentos da facção a advogados do Partido dos Trabalhadores.
Decinho, como é popularmente conhecido, foi preso em agosto deste ano, no Rio de Janeiro. Ele era responsável pelo controle do fornecimento de drogas e pela arrecadação de dinheiro do PCC.
O dinheiro, segundo a emissora, teria sido usado para mover ações no Supremo Tribunal Federal e na Organização dos Estados Americanos, a OEA, com a intenção de derrubar uma portaria do Ministério da Justiça que endureceu as regras nas penitenciárias federais.