As vendas do comércio brasiliense registraram queda em julho

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As vendas do comércio brasiliense registraram queda de -2,33% em julho de 2018 na comparação com junho. As vendas do setor de serviços também tiveram queda, de -2,25% na mesma comparação. É o que mostra a Pesquisa Conjuntural de Micro e Pequenas Empresas do Distrito Federal, realizada pelo Instituto Fecomércio com o apoio do Sebrae.

O vice-presidente da Fecomércio-DF, Edson de Castro, explica que dentre os 29 segmentos pesquisados, 22 tiveram variação negativa de vendas, ou seja, 75,86%, e outros 7 tiveram variação positiva, 24,14%. “Julho é o mês tradicional das férias escolares então muitas famílias viajam, dessa forma a cidade se esvazia e o comércio perde em vendas. Além disso, a vagarosa retomada do mercado de trabalho contribuiu para a queda nas vendas”, explica Edson. Consolidando os últimos 12 meses como período de análise, observa-se índice acumulado negativo medido em -15,64% (comércio e serviços).

Os segmentos do comércio que registraram crescimento nas vendas em julho de 2018 foram: Material de Construção (3,92%); Livraria e Papelaria (3,10%); Ótica (2,94%); e Móveis (2,67%). Entre os segmentos que registraram queda nas vendas estão: Comércio Varejista de Bebidas (-7,03%); Artigos de Armarinho, Suvenires e Bijuterias (-6,98%); Calçados (-6,91%); Farmácia (-6,79%); Suprimento de Informática (-6,31%); Vestuário e Acessórios (-5,33%); Minimercados, Mercearias e Armazéns (-2,08%); Padaria e Confeitaria (-1,97%); Cama, Mesa e Banho (-1,73%); Cosméticos e Perfumaria (-1,61%); Joalheria (-1,08%); Autopeças e Acessórios (-0,29%) e Ferragens e Ferramentas (-0,16%).

No setor de serviços, os segmentos que tiveram crescimento nas vendas em julho foram: Atividade de Contabilidade (5,10%); Atividades de Condicionamento Físico (0,93%); e Manutenção e Serviços para TI (0,02%). Os segmentos que apresentaram queda foram: Sonorização, Fotografias e Iluminação (-5,34%); Capacitação e Treinamento (-5,01%); Bares, Restaurantes e Lanchonetes (-3,56%); Pet Shop (-3,55%); Organização de Feiras, Congressos e Festas (-3,25%); Promoção de Vendas (-3,10%); Manutenção de Veículo (-1,98%); Vidraçaria (-1,82%); e Cabeleireiros (-0,10%).

Nas compras do Comércio e Serviços, o destaque em julho ficou para as compras à vista, com 28,55%, e débito, com 19,15%, que juntos acumulam um índice de 47,7% da preferência do consumidor por compras à vista, indicando mais um mês o esgotamento de seus limites de crédito e endividamento em um cenário ainda de crise, com redução do poder de compras e restrição de créditos.

Contabilidade Virtual

Considerando que 47,7% das empresas pesquisadas conhecem a contabilidade virtual, o cenário indica que os empresários estão acompanhando as mudanças que possam impactar de alguma maneira a redução dos seus custos, e que muito provavelmente, ou seja, grande parte dos 62,3% que acreditam ser viável migrarão a sua contabilidade para a contabilidade virtual, no caso das empresas que já funcionam no regime tributário Super Simples afim de equalizar custos, principalmente no Setor de Serviços, onde a operação contábil torna-se mais simplificada em sua maioria. Vale alertar os escritórios de contabilidade com modelos tradicionais para a oportunidade de agregarem valor aos clientes do Setor de Serviços, oferecendo em seu portfólio essa opção para aqueles que melhor se enquadrarem, afim de não permitir a migração dessa carteira para outros concorrentes.

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