Alírio sob espada de Dâmocles

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Por Josiel Ferreira

 

O petebista pré-candidato ao Palácio do Buriti Alírio Neto bateu asas cedo, mas foi abatido em pleno voo.

O processo em que o candidato se diz vitorioso, em primeira e segunda instâncias, não teve a chancela do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Nesta terça-feira (17), a condenação pelo STJ causou um desânimo na campanha de Alírio, que saiu justificando estar sendo perseguido, politicamente, pelos seus adversários.

Alírio insinua que o responsável pela sua condenação na Justiça é o ministro do Supremo Dias Tofolli. “Ganhei em primeira e segunda instância e foi orientado à época pela Drª Roberta Gurgel, procuradora e servidora concursada da Câmara. Curiosamente, hoje, ela está casada com o Ministro do Supremo, Dias Toffoli”, justifica Alírio.

O STJ condenou Alírio Neto por improbidade administrativa. Segundo o Ministério Público do DF, o processo se refere a atos, supostamente, cometidos na presidência da Câmara Legislativa em 2007. Alírio descumpriu o limite legal para preenchimento de cargos comissionados por servidores efetivos.

Curioso é que o ex-presidente da CLDF lembra de detalhes do diálogo que manteve com a procuradora Roberta Gurgel. “A Dra. Roberta deu o parecer dizendo que é possível se pagar. Aí, eu cheguei na minha  sala e falei: ‘Dra. Roberta, a senhora está dizendo que é possível se pagar. Que segurança eu tenho?’ Ela falou assim: ‘Olha, Dr. Alírio, o STJ paga desse jeito.’ Eu falei: ‘O STJ?’. Ela falou: ‘É.’.  ‘(Alírio) Mais alguém pagou?’ ‘A Controladoria-Geral da União pagou assim, Dr., está tudo aqui na página tal.’”

A decisão do STJ carimba o pré-candidato com a ficha suja, mas, ainda resta o STF para recorrer.

Alírio quer responsabilizar a procuradora Roberta Gurgel. Terá que contar com a sorte para não cair nas mãos de Dias Toffoli.  Caso aconteça, o tratamento de Toffoli será recíproco.

Espada de Dâmocles

O episódio sobre a espada de Dâmocles,  conta-se, é uma metáfora do perigo que se corre na busca do poder, que foi recolhida pelo escritor Ovidio, nascido na história da Grécia há 2400 anos

Dâmocles era membro da corte do rei Dionisio, um tirano sanguinário de Siracusa, na Sicília. Era um adulador e invejoso do rei, tanto que este quis se vingar. Ofereceu-lhe ser rei por uma noite, com os luxos e prazeres e orgias que ele desfrutava em sua corte. Ébrio, aceitou.

Quando estava no meio da glória que havia sonhado, seu sangue gelou ao ver pendendo sobre sua cabeça uma espada afiada, suspensa apenas por um fino fio de crina de cavalo. Assustado, fugiu, enquanto o rei lembrou-lhe: “Essa espada também pende todos os dias sobre a minha cabeça.”

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