E não foi fácil o desafio de desembalar e colocar para funcionar o importante e sofisticado equipamento. O diretor-presidente do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGESDF), Francisco Araújo, cobrado pelo governador Ibaneis Rocha, após sete anos de o aparelho ser “esquecido” encaixotado nos corredores do Hospital de Base, anuncia que o colocará para funcionar. A previsão é de que em até 90 dias o PET-CT será utilizado no combate ao câncer pela população do Distrito Federal.
Depois de sete anos, o Hospital de Base do Distrito Federal na gestão do diretor-presidente do IGESDF, Francisco Araújo, contará com o que há de mais avançado em diagnóstico complexo do câncer. O PET-CT encontra-se na fase de instalação em sala da ala da Medicina Nuclear do Hospital de Base de Brasília no momento.
O equipamento foi adquirido no governo Agnelo (PT) e ficou empacotado, correndo risco de deterioração. O Tudo Ok Notícias, dada relevância para o atendimento à população no combate ao câncer entrevistou com exclusividade o Araújo, na manhã desta quarta-feira (19).
Araújo afirmou que se sente realizado. Na história do Distrito Federal dentro da Medicina Nuclear, de ressonância magnética o PET-CT é “emblemático”. O valor do equipamento é mais de US$ 1 milhão, que estava guardado nos corredores do hospital durante sete anos. “Chega a ser um absurdo”, comentou.
Cobrança de Ibaneis
Ele conta, que desde que assumiu o Instituto no ano passado, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, cobra resultado no sentido de se conseguir montar o equipamento e disponibilizado à população.
Araújo disse que o desafio proposto pelo governador contemplou várias viagens a São Paulo, contatos com o Ministério Público. Além disso, acionou um advogado que ficou literalmente na porta do Tribunal de Justiça e trabalhando junto à Procuradoria para acelerar o processo de montagem e funcionamento do PET-CT. No momento, a fase é de colocação do equipamento na sala da Medicina Nuclear.
“Do ponto de vista pessoal, eu me sinto feliz e mais feliz ainda porque sabemos que está gerando um grande resultado social para a população do Distrito Federal”, ressaltou Araújo.
A ausência de gestão pragmática dos governos que antecederam ao de Ibaneis Rocha é uma página virada, que deixou encaixotado um importante instrumento do combate às diversas modalidades de câncer.
Reestruturação do Hospital de Base
Nesse governo, o Hospital de Base, segundo Araújo, foi reestruturado, entre as metas do IGDESDF, a capacidade de energia elétrica do Hospital de Base. A subestação elétrica do hospital gera, hoje, em torno de 1000 Kw de energia. E para o hospital funcionar no padrão que ele merece são pelo menos 4.000 W, segundo Araújo.
“Hoje, se você for no Hospital de Base verá que são feitas várias reformas dentro da Medicina Nuclear. Estamos estruturando toda a parte de alta complexidade no hospital referência de trauma e de câncer. Sabemos o quanto a população sofre na fila para poder acessar um exame que um aparelho PET-CT pode realizar”, salientou o diretor-presidente do IGESDF.
Quanto ao comportamento dos governos passados, Araújo afirmou que tem como premissa olhar para frente. “Eu gosto muito de olhar o passado com isenção e o futuro com obstinação. Não me convém fazer crítica a quem não o ( PET-CET) instalou.”
Na visão de Araújo, é histórico colocar em funcionamento o PET-CET. Ele conta que que “caiu no nosso colo e pelo esforço, principalmente, do governador, que nasceu no Hospital de Base, de podermos realizar esse feito que é importante para a população”.
“Histórico”
“Aqui, agora, não convém mais discutir porque não fizeram. Eu sei que quando eu entrei, eu fui lá no aparelho com a equipe que faz tratamento oncológico. Eu garanti para eles que faríamos a instalação desse equipamento. E que dentro do ano de 2020, ainda, toda a população do DF teria acesso a esses exames. É histórico retirá-lo das caixas e vai ser mais histórico ainda quando a gente iniciar na rede pública o uso do PET-CET”, acentuou Araújo.
Indagado por Tudo OK Notícias, quando a população poderá usufruir do equipamento com a produção de exames, o diretor-presidente do IGESDF disse que nos próximos 90 a 120 dias estará à disposição da população.
Ele explica que é que se trata de um equipamento de altíssima complexidade tecnológica. A sala está pronta para receber o aparelho. Há algumas exigências da Vigilância Sanitária que deve ser cumpridas e outros órgãos, cujos encaminhamentos são providenciados no momento. O objetivo é que o mais depressa possível o equipamento comece a funcionar.
Segundo Araújo, a maior missão dele é que a atenção básica do DF melhore sempre. Na visão dele, o DF parou no tempo e são mais de 20 anos que não se trabalhava no sentido de realizar a prevenção. “Não se tratou a saúde como saúde educativa, prevenindo para que as pessoas não adoeçam. Grupos como de hipertensos, de idosos, de diabéticos ficaram desassistidos durante muito tempo.”
Para Araújo, colocar o PET-CT em funcionamento é uma parte de um todo. “O que efetivamente muda a saúde é as pessoas pararem de adoecerem e, para tanto, prevenir. E para prevenir tem que envolver educação, saúde, geração de emprego e renda. É o tripé da alavanca social. Claro que um dos grandes desafios nosso é que preciso informatizar a rede de saúde, trabalhar a comunicação direto com a população e fortalecer o modelo do IGESDF é a nossa meta principal. Esse é todo”, enfatizou.
O equipamento PET-CT
Com o aparelho PET-CT é possível realizar exames mais sofisticados e completos disponíveis em instituições com excelência reconhecida e nunca foi ofertado na rede pública do DF. O equipamento permite avaliação com maior grau de precisão em pacientes com diferentes tipos de câncer.
O PET/CT pode confirmar diagnóstico suspeito pela avaliação clínica ou pelo resultado de exames convencionais, permitindo definir a real extensão da doença e o tratamento mais adequado para o controle.
Eficácia no diagnóstico
Permite também, definir se está havendo remissão ou progressão, bem como selecionar locais mais apropriados para serem submetidos à biópsia, com o objetivo de melhorar a eficácia diagnóstica desse tipo de procedimento.
Um dos fatores fundamentais para que o equipamento fosse retirado das embalagens e que possa em breve funcionar para a população foi o fato de o IGESDF celebrar o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a empresa GE Healthcare, em 22 de maio de 2019.
O documento foi assinado pelo diretor-presidente do IGESDF, Francisco Araújo, pelo diretor comercial da empresa, Saulo Áreas, e outros representantes da fornecedora do equipamento, na Feira Internacional de Tecnologia, Insumos e Componentes para Fabricação de Produtos Médico-hospitalares, em São Paulo.
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