Trump compartilha vídeo racista contra Obama e reacende discurso de fraude

Compartilhar:
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Telegram
[views count="1" print= "0"]
Foto: Reprodução
[tta_listen_btn listen_text="Ouvir" pause_text="Pause" resume_text="Retomar" replay_text="Ouvir" start_text="Iniciar" stop_text="Parar"]

 

Publicação com teor racista e teorias da conspiração volta a levantar alertas sobre ataques à democracia e risco eleitoral de Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou na madrugada desta sexta-feira (6), em uma rede social, um vídeo com conteúdo racista em que o ex-presidente Barack Obama e a ex-primeira-dama Michelle Obama aparecem representados como macacos. Obama foi o primeiro presidente negro da história norte-americana.

A imagem, com cerca de dois segundos, foi inserida ao final de um vídeo de aproximadamente um minuto que reúne teorias da conspiração e acusações não comprovadas de fraude nas eleições de 2020 — pleito no qual Trump foi derrotado pelo democrata Joe Biden e se recusou a reconhecer o resultado.

A postagem gerou reação imediata de lideranças democratas. O líder da bancada do Partido Democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, classificou Barack e Michelle Obama como “o melhor deste país” e condenou duramente o comportamento do presidente.

“Donald Trump é um verme vil, desequilibrado e maligno. Por que líderes republicanos como John Thune continuam a apoiar esse indivíduo doente? Todos os republicanos devem denunciar imediatamente o fanatismo repugnante de Donald Trump”, declarou o parlamentar.

Falsas denúncias de fraude

O vídeo integra um conjunto de cerca de 60 publicações feitas por Trump em um intervalo de apenas três horas, a maioria reiterando acusações de fraude eleitoral que nunca foram comprovadas.

Entre elas, volta a circular a alegação, já desmentida, de que a empresa Dominion Voting Systems teria manipulado votos na eleição de 2020. Em 2023, a Fox News firmou um acordo extrajudicial de US$ 787 milhões com a Dominion para encerrar um processo de difamação relacionado à disseminação dessas informações falsas.

Pressão política e cenário eleitoral

O reforço da narrativa de fraude ocorre em um momento em que analistas avaliam que Trump pode enfrentar dificuldades para manter a estreita maioria republicana na Câmara e no Senado nas eleições de novembro.

No último sábado, o democrata Taylor Rehmet conquistou uma cadeira no Senado estadual do Texas que estava sob controle republicano desde a década de 1990, segundo a historiadora Heather Cox Richardson, da Universidade de Boston.

“Ele venceu com uma margem de 14,4 pontos percentuais em um distrito que Trump havia vencido em 2024 por 17 pontos. A virada de 32 pontos percentuais deixou os republicanos em ‘pânico total’”, afirmou a especialista.

Ainda nesta semana, o estrategista trumpista Steve Bannon sugeriu o uso de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) em ações relacionadas às eleições, retomando a alegação sem provas de que imigrantes em situação irregular “corrompem o processo eleitoral”.

No ano passado, legislaturas republicanas aprovaram mudanças nos limites de distritos eleitorais no Texas e no Missouri — prática conhecida como gerrymandering — que consiste em redesenhar mapas eleitorais para favorecer determinados grupos políticos. Críticos apontam que essas alterações frequentemente enfraquecem a representação de comunidades negras e urbanas.

Mais lidas

Trump compartilha vídeo racista contra Oba...
Inscrições para o Fies 2026 terminam nesta...
IA Contra o Crime reforça segurança em Goiás
...