Mudança no comando da Caixa será decisiva para definir reforma ministerial no governo Lula

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Presidente da Câmara, Arthur Lira; e presidente eleito, Lula. (Foto: Reprodução/Instagram/Ricardo Stuckert)

Caixa Econômica Federal: Fator-chave nas negociações da reforma ministerial no governo Lula

 

 

No contexto das trocas ministeriais planejadas pelo governo de Lula, a mudança no comando da Caixa Econômica Federal assumirá um papel crucial na reorganização da Esplanada dos Ministérios. Essa mudança é considerada vital porque, ao colocar a Caixa na mesa de negociação e entregá-la ao centrão, o Partido Progressista (PP) e o Partido Republicano (Republicanos) estariam mais dispostos a aceitar ministérios de menor expressão. Em contrapartida, pastas mais robustas, como Saúde e Desenvolvimento Social, perderiam prioridade em troca do controle sobre a Caixa.

 

Nos bastidores, a percepção é de que a Caixa é importante para a estratégia política do governo, uma vez que todos os convênios com municípios passam por ela, além de possuir uma ampla presença em todo o país por meio de suas superintendências regionais fortes. Por esse motivo, a demanda por ministérios mais relevantes fica em segundo plano.

 

Entretanto, a negociação com o centrão depende das ofertas que Lula está disposto a fazer. Embora seja certo que o PP e o Republicano integrarão o governo, com as indicações de André Fufuca e Silvio Costa Filho, ainda falta definir o acordo político, ou seja, garantir os votos que esses partidos proporcionarão ao governo.

 

Por outro lado, o presidente Lula ainda não decidiu quais pastas sofrerão alterações. Há sinalizações de que ele prefere não mexer nos ministérios ocupados por mulheres, mas fontes ligadas ao Partido dos Trabalhadores (PT) indicam que esse critério pode não ser seguido na reta final das decisões.

 

Internamente, membros do governo e do PT acreditam que, quanto menos Lula ceder nas negociações, melhor para o partido. No entanto, também concordam que é importante ampliar a base de apoio no Congresso. Portanto, o desfecho das negociações dependerá das concessões que Lula estiver disposto a fazer.

 

Uma reunião com o presidente da Câmara, Arthur Lira, está prevista para ocorrer na próxima semana, devido à chegada do deputado a Brasília no início do mês de agosto, quando serão retomados os trabalhos no Legislativo. Nessa reunião, espera-se que Lira e Lula possam ajustar as substituições ministeriais.

 

Na segunda-feira anterior, Arthur Lira criticou a forma como a reforma ministerial estava sendo conduzida, afirmando que o assunto estava sendo tratado de maneira apressada, o que não contribui para a governabilidade. Ele enfatizou que o papel do presidente da Câmara é facilitar a tramitação de matérias e que o tempo para a reforma é responsabilidade do governo, não do Congresso.

 

Além da Caixa e das pastas ministeriais, o centrão também almeja o controle de empresas estatais, como os Correios, a Embratur e a Fundação Nacional de Saúde (Funasa). O vice-presidente do União Brasil, ex-deputado Júnior Bozzella, indicou que o partido espera obter não apenas o Ministério do Turismo, mas também outros espaços no governo. Ele ressaltou a importância da reciprocidade nas negociações e afirmou que, se o governo contemplar o União Brasil, haverá possibilidades de outras negociações dentro desse pacote.

 

Desde o início do governo, Lula já promoveu duas mudanças em seus 37 ministérios: no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), com a troca de Gonçalves Dias pelo general Marcos Antônio Amaro, e no Ministério do Turismo, com a saída de Daniela Carneiro para dar espaço a Celso Sabino, do partido União Brasil.

 

Com informações da CBN

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