Busca por equilíbrio político e valorização feminina guia negociações para reforma ministerial no governo Lula
Por Josiel Ferreira
Na próxima semana, o presidente da Câmara, Arthur Lira, planeja retornar a Brasília para ajustar as substituições ministeriais no governo. Enquanto isso, o presidente Lula está envolvido em uma negociação paralela para acomodar os partidos PP e Republicanos em seu governo, e também tem como objetivo valorizar a representatividade feminina em posições relevantes do Executivo.
Dentre os cargos em destaque, estão a presidência da Caixa Econômica Federal e da Fundação Nacional da Saúde (Funasa). Lula mostrou preferência por indicações de nomes femininos para essas posições, em linha com seu compromisso de fortalecer a presença das mulheres desde o início de seu governo.
Entre as concorrentes, surge o nome da ex-deputada Margarete Coelho (PP-PI), reconhecida por sua reputação ilibada e por sua proximidade com Arthur Lira. Margarete Coelho atua atualmente como diretora de administração e finanças do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e foi vice-governadora do Piauí durante a gestão de Wellington (PT).
Outros nomes ventilados para assumir a presidência da Funasa incluem Virgínia Velloso, que já atuou como superintendente do órgão na Paraíba, e a senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB). Entretanto, ainda não houve consenso em relação a quem ocupará o cargo. Além disso, é importante mencionar que a Funasa está passando por uma reestruturação, sem definição quanto ao tamanho de seu orçamento e ao ministério ao qual ficará vinculada.
Com essa movimentação política, o presidente Lula busca equilibrar as demandas dos partidos aliados, ao mesmo tempo que mantém seu compromisso com a valorização da presença feminina no governo. Setores do governo têm exercido pressão para que a representatividade das mulheres não seja reduzida, especialmente considerando a importância da primeira-dama Rosângela Silva, conhecida como Janja.
Com informações Globo