Leilão da Cedae teve ágios que chegaram a 187% sobre o lance inicial

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Depois de idas e vindas sobre a realização ou não do leilão dos serviços da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae), a maior concessão de infraestrutura do país começou a sair do papel.

A expectativa é que os investimentos em saneamento alcancem a ordem de R$ 30 bilhões ao longo de 35 anos, sendo que quase metade desse valor deve ser investido nos cinco primeiros anos de contrato.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) dividiu o leilão em quatro blocos, que somavam uma outorga mínima de R$ 10,6 bilhões a ser paga aos estados e municípios donos das concessões. O valor total levantado foi de R$ 22,7 bilhões, por três dos quatro blocos, com ágios que chegaram até 187% sobre o lance inicial.

A companhia Aegea arrematou dois blocos e a Iguá Saneamento levou um. Um dos blocos não recebeu propostas; todos os outros receberam lances de ao menos três das quatro participantes habilitadas na disputa. Também participaram o consórcio Rio de Janeiro Mais Operações de Saneamento (Rio Mais), formado pelas empresas ambientais BBK Ambiental e Águas do Brasil, e o consórcio Redentor, liderado pela Equatorial Energia.

Rodadas disputadas 

Em uma disputa aquecida, o Bloco 1, primeiro a ter os envelopes abertos, foi arrematado pelo consórcio Aegea, pelo valor de R$ 8,2 bilhões. O lance inicial, fixado pelo valor da outorga mínima definido no edital, era de R$ 4,037 bilhões. O ágio foi de 103%, depois de uma disputa lance a lance entre as concorrentes no microfone. O primeiro bloco recebeu propostas dos quatro consórcios que se inscreveram e foram habilitados para o leilão.

O Bloco 2, que tinha outorga mínima de R$ 3,172 bilhões, foi arrematado pelo consórcio Iguá Projetos com ágio de 129,68%. O valor oferecido pelo grupo foi de R$ 7,286 bilhões. Dois dos outros quatro consórcios também fizeram propostas. A Aegea, que também estava cadastrada para apresentar seu lance nesta rodada, retirou a proposta após a primeira vitória.

O Bloco 4, ofertado na sequência, recebeu três propostas e foi o segundo arrematado pela Aegea, pelo valor de R$ 7,203 bilhões. É quase o triplo do valor da outorga inicial, que era de R$ 2,503 bilhões – o ágio foi de 187,75%.

O Bloco 3, último a ser licitado, não recebeu propostas. Única a se cadastrar para a rodada, a Aegea também desistiu deste lance, regra permitida pelo edital a vencedoras de blocos anteriores, e o leilão foi encerrado.

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