EPISÓDIO 8: RELATO PESSOAL DE AGRESSÃO FÍSICA E PSICOLÓGICA CAUSADA POR PAI DE ALUNO CONTRA DIRETORA DA ESCOLA CLASSE 42-TAGUATINGA-DF (SÉRIE: CASOS ESCABROSOS DE AGRESSÃO DE ALUNOS, PAIS E RESPONSÁVEIS CONTRA PROFESSORES, ORIENTADORES EDUCACIONAIS E DIRETORES DE ESCOLAS)

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Direto de Brasília-DF.

Chamo-me Rejane Freitas, sou professora da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal desde 1998.

Hoje estou lotada na Escola Classe 42 de Taguatinga, local aonde estudei e retornei como professora e hoje ocupo o cargo de gestora. Sempre acreditei que a Educação transforma vidas, pois transformou a minha.

Cresci na comunidade da Escola que hoje sou gestora. Conheço todas as dificuldades e quase todas as famílias dos meus alunos, porém no dia 13 de março de 2019, por volta das 13:45H chegou à escola um senhor muito alterado dizendo ser pai de uma aluna do primeiro ano.

Como era início de ano letivo eu não o reconheci, e temos por regra do regimento interno não deixar pais ou responsáveis adentrarem à escola em horário de aula, até mesmo por uma questão de ordem e segurança.

Esse pai, além de não ser conhecido apresentava um visível estado de perturbação, fato esse que agravou um pouco a situação. Pois, bem! Foi explicado que o indivíduo não poderia entrar em horário de aula sem um motivo, daí o mesmo disse que sua filha estava doente e alguém ligou para que a buscasse, fato esse que não foi comprovado.

Diante da minha recusa em deixá-lo entrar, o pai começou a me ameaçar de morte afirmando que entraria, então como eu estava na portaria, pois não temos porteiro, ele veio forçar a entrada e mais uma vez eu não permiti, segurando o portão com força, evitando o acesso. Neste momento fui empurrada contra o portão machucando a coluna. A polícia foi chamada e dai por diante todos fomos à delegacia para esclarecer os fatos e em seguida fui encaminhada para o hospital, aonde recebi atendimento médico.

Após todo o ocorrido me fizeram algumas perguntas relacionadas ao meu retorno ao trabalho, se eu mudaria de escola, se estava com algum trauma ou afetada psicologicamente.

Disse e digo que sou apaixonada pelo meu trabalho e me realizo ao entrar na escola todos os dias. É fato que convivemos diariamente com a insegurança e a violência nas escolas públicas, porém trabalho diariamente lutando contra esses males que assolam nossa sociedade.

Reitero que sempre trabalhei na educação porque acredito que somente por meio do conhecimento e saber sistematizado conseguiremos construir uma sociedade mais justa e igualitária.

 

FOTOS:

Abaixo seguem fotos da transformação que a diretora Rejane Freitas e sua equipe fizeram para que o ambiente físico da escola seja o mais agradável possível com os recursos disponíveis. São almoços beneficentes, festas juninas, bazares e outros eventos que não são obrigação dos profissionais do ensino, mas fazem por desejo de contribuir.

 

Antes:

Depois:

Fotos: Arquivo pessoal

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