Saúde no DF expõe diferença entre discurso e emendas dos distritais

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Fotos: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde
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Levantamento mostra quem mais destinou recursos à saúde entre 2023 e 2026 e aponta deputados que não enviaram emendas no próximo ano

 

 

A destinação de emendas parlamentares para a saúde do Distrito Federal expõe, com números, o grau de prioridade que cada deputado distrital efetivamente atribui a uma das áreas mais sensíveis para a população. Levantamento com base em dados oficiais das Leis Orçamentárias Anuais (LOA) de 2023 a 2026 mostra que, enquanto alguns parlamentares mantêm aportes robustos e contínuos, outros destinam valores reduzidos ou esporádicos, mesmo adotando discurso crítico em relação à gestão da saúde pública.

No total, os deputados distritais destinaram R$ 208,1 milhões para a saúde no período analisado. O volume anual foi de R$ 50,1 milhões em 2023, R$ 45,2 milhões em 2024, R$ 45,8 milhões em 2025 e salta para R$ 66,9 milhões em 2026, o maior montante da série.

Liderança na destinação de recursos

O deputado Jorge Vianna aparece como o maior destinador de emendas para a saúde do DF, com R$ 55,8 milhões entre 2023 e 2026. Seus repasses cresceram ano a ano, partindo de R$ 8,4 milhões em 2023 e chegando a R$ 17,7 milhões em 2026.

Em seguida, destacam-se:

  • Fábio Felix: R$ 22,7 milhões no total;

  • Max Maciel: R$ 20,4 milhões;

  • Dayse Amarilio: R$ 16,4 milhões;

  • Chico Vigilante: R$ 13,5 milhões;

  • Rogério Morro da Cruz: R$ 13,0 milhões.

Esse grupo concentra uma parcela expressiva dos recursos e demonstra atuação constante na área da saúde ao longo dos quatro anos.

Destinações intermediárias

Outros parlamentares apresentam aportes medianos, com variações relevantes entre os anos:

  • Robério Negreiros: R$ 8,5 milhões;

  • Gabriel Magno: R$ 8,28 milhões;

  • Ricardo Vale: R$ 6,48 milhões;

  • Martins Machado: R$ 5,81 milhões;

  • Pastor Daniel de Castro: R$ 4,84 milhões;

  • Roosevelt Vilela: R$ 4,63 milhões;

  • Eduardo Pedrosa: R$ 3,93 milhões;

  • Thiago Manzoni: R$ 3,6 milhões;

  • Pepa: R$ 3,5 milhões;

  • Doutora Jane: R$ 3,2 milhões;

  • Jaqueline Silva: R$ 2,4 milhões;

  • Hermeto: R$ 2,4 milhões;

  • Wellington Luiz: R$ 2,1 milhões.

Nesse grupo, há parlamentares que ampliaram significativamente os repasses em 2026, enquanto outros mantiveram valores relativamente estáveis ou modestos ao longo da série histórica

Menores volumes destinados

Na base do ranking estão deputados que, somados os quatro anos, direcionaram valores considerados baixos para a saúde:

  • Joaquim Roriz Neto: R$ 1,9 milhão;

  • Paula Belmonte: R$ 1,3 milhão;

  • João Cardoso: R$ 1,2 milhão;

  • Iolando: R$ 1 milhão;

  • Daniel Donizet: R$ 1 milhão.

Os números indicam que alguns desses parlamentares investiram, em quatro anos, menos de 2% do volume destinado pelo principal financiador da saúde no DF, evidenciando a distância entre o discurso crítico e a efetiva aplicação de recursos públicos.

Comparação e impacto político

 

Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde DF

 

Os dados mais recentes reforçam as disparidades na priorização da saúde pública. Conforme informações do Sisconeep Cidadão referentes a 2026, quatro deputados distritais não destinaram nenhum recurso para a área da saúde neste exercício: Paula Belmonte, Joaquim Roriz Neto, Pepa e Daniel Donizet. As informações constam no portal de transparência da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e evidenciam que, mesmo diante do aumento global das emendas para o setor, parte dos parlamentares optou por não investir recursos em uma área considerada estratégica e sensível para a população do DF.

 

Os dados deixam claro que todos os deputados distritais participam, em maior ou menor grau, do financiamento da saúde. No entanto, a diferença de prioridades é evidente: enquanto alguns transformam a crítica em investimento contínuo, outros mantêm atuação tímida, reforçando a percepção de que, na prática, nem todos fazem da saúde pública uma prioridade orçamentária no Distrito Federal.

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