Magistrado do TJDFT teve longa trajetória no MPDFT e atuou em casos emblemáticos que marcaram a história do Distrito Federal
O desembargador do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Maurício Silva Miranda morreu na madrugada deste domingo (4), em Goiânia. A informação foi confirmada por familiares. A causa da morte não foi divulgada.
Com longa trajetória no Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), onde atuou como promotor de Justiça por mais de três décadas, Maurício Miranda teve papel de destaque na condução de investigações e denúncias em casos emblemáticos que marcaram a história recente do Distrito Federal.
Entre os episódios de maior repercussão estão o assassinato do estudante João Cláudio Leal, morto em 2000 após agressões em frente a uma boate na Asa Sul; o chamado “crime da 113 Sul”, ocorrido em 2009, que vitimou os advogados José Guilherme Villela e Maria Villela, além da empregada doméstica Francisca Nascimento da Silva; o homicídio do indígena Galdino Jesus dos Santos, da etnia Pataxó, em 1997; e o assassinato do jornalista Mário Eugênio de Oliveira, em 1984, no estacionamento da Rádio Planalto.
Em nota oficial, o MPDFT manifestou pesar pela morte do magistrado e prestou solidariedade aos familiares e amigos. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional do Distrito Federal (OAB-DF) também divulgou nota de condolências, destacando a contribuição do jurista para o sistema de Justiça.
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), lamentou a perda. “Maurício Miranda era um excelente profissional do Direito, que dedicou sua vida ao Ministério Público e, mais recentemente, ao TJDFT. Uma grande perda para o Distrito Federal”, afirmou.
Carreira no serviço público
Natural de Brasília, Maurício Silva Miranda era graduado em Direito pela Universidade de Brasília (UnB) e em Economia pelo Centro Universitário do Distrito Federal (UDF). Também era mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília (UCB).
Com mais de 40 anos de atuação no serviço público, iniciou a carreira aos 21 anos no Ministério Público de Goiás (MPGO). Em 1991, passou a integrar o MPDFT como promotor de Justiça, função na qual construiu sólida reputação profissional.
Em 2023, foi empossado desembargador do TJDFT. Na Corte, atuava na 7ª Turma Cível e na 1ª Câmara Cível, onde seguia exercendo suas funções até o falecimento.
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