Distribuidora de bebidas: Onde a violência ferve

Compartilhar:
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Telegram

 

Estudo aponta que 24% dos homicídios no DF, até fevereiro de 2025, ocorreram perto de distribuidoras de bebidas, com aumento de violência, som alto e conflitos na madrugada

 

 

A violência nas proximidades de distribuidoras de bebidas tem se tornado um problema crescente no Distrito Federal. Segundo um balanço da Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), até fevereiro de 2025, 24% dos homicídios, entre consumados e tentados, ocorreram nesses locais, um aumento em relação ao ano anterior, quando o percentual ficou em 20%.

As investigações da Polícia Civil do DF (PCDF) indicam que homicídios e tentativas de homicídio são frequentes durante as madrugadas, principalmente em regiões administrativas, impulsionados pelo consumo excessivo de álcool. Em 2024, 33% dos homicídios em distribuidoras ocorreram entre meia-noite e 6h, número que saltou para 60% em 2025.

Diante desse cenário, o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, defende uma mudança no horário de funcionamento dessas distribuidoras. “Elas não podem se confundir com bares. Hoje, por serem classificadas como ambiente sem risco, obtêm alvará para operar 24 horas por dia, sete dias por semana. No entanto, algumas colocam mesas e viram bares improvisados”, explicou. Além da violência, Avelar destaca que o som alto e a perturbação do sossego são queixas recorrentes da população.

Para lidar com o problema, ele tem conversado com a Secretaria de Governo (Segov) sobre possíveis restrições. “Estamos construindo uma solução. Nas reuniões dos Conselhos de Segurança (Conseg), a maioria da população apoia a limitação dos horários, seja pelo barulho ou pelos crimes associados a esses locais”, pontuou. Ele ressaltou que as administrações regionais, vinculadas à Segov, têm autonomia para regulamentar o funcionamento das distribuidoras, sem necessidade de nova legislação, mas o debate sobre o tema será ampliado.

O subsecretário de Gestão da Informação da SSP, delegado George Couto, reforçou a importância de qualificar os homicídios para entender padrões e dinâmicas dos crimes. “Muitos desses casos resultam de conflitos interpessoais iniciados no próprio local”, disse. Ele destacou ainda que há diferentes motivações para os assassinatos, incluindo disputas ligadas ao tráfico de drogas e acertos de contas.

O governo do DF segue estudando medidas para conter a violência e reforça que segurança pública e fiscalização devem atuar de forma conjunta para mitigar os impactos desses crimes na sociedade.

Fonte: Correioweb

Mais lidas

Ibaneis x Rollemberg: 9 anos depois, a ver...
Gabriel Nunes brilha no Senac-DF e cursos ...
Caiado encara 2026 com coragem e lança pré...
...