Em novembro de 2025, o volume de vendas do comércio varejista no Distrito Federal cresceu 0,5% frente a outubro, na série livre de influências sazonais. Na comparação com novembro de 2024, o avanço foi de 5,7%. No acumulado do ano, entre janeiro e novembro, o crescimento chegou a 4,0%, enquanto nos últimos doze meses, até novembro, ficou em 4,1%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, divulgados nesta quinta-feira (15).
No cenário nacional, o comércio varejista registrou crescimento mensal de 1,0%. Em relação a novembro de 2024, a alta foi de 1,3%, com expansão de 1,5% tanto no acumulado do ano quanto no acumulado dos últimos doze meses.
No recorte mensal, 23 das 27 unidades da Federação apresentaram resultados positivos, com destaque para Rondônia, Roraima e Espírito Santo. Entre os estados com retração nas vendas aparecem Tocantins, Goiás e Rio de Janeiro. O Distrito Federal ocupa a 21ª posição no ranking de desempenho entre as unidades federadas em novembro.
Frente a novembro de 2024, a variação nas vendas no comércio varejista distrital, o indicador interanual ao apresentar variação de 5,7%, posiciona o DF no 4º melhor desempenho entre as unidades federadas com 6 das oito atividades apresentam crescimento: outros artigos de uso pessoal e doméstico (29,5%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (16,8%); móveis e eletrodomésticos (14,4); livros, jornais, revistas e papelaria (13,8%); equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (7,9%); hipermercado, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,9%). Já combustíveis e lubrificantes (-5,8%) e tecidos, vestuário e calçados (-6,7%) tiveram retração.
Ao considerar o comércio varejista ampliado, que inclui veículos, partes e peças, material de construção e comércio atacadista especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, o crescimento mensal em novembro foi de 1,9%, com ajuste sazonal. Na comparação interanual, o avanço foi de 3,7%. No acumulado do ano, o crescimento é de 0,5% e, nos últimos doze meses, de 0,8%.
Apesar do desempenho positivo em novembro, o volume de vendas do comércio varejista acumulado nos últimos doze meses até novembro de 2025 está 1,7 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período de 2024, sinalizando a possibilidade de o ano encerrar com volume de vendas até 2,0% inferior ao do ano anterior.
“Isto posto, podemos inferir que, apesar da expressiva melhora no emprego, na renda e na robustez do setor público distrital, as altas taxas de juros impactaram fortemente o consumo, quando a população optou pela quitação de dívidas e por evitar a inadimplência, que registra índice elevado nos últimos meses”, analisa o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire.
Serviços
No Distrito Federal, o volume de serviços apresentou retração de 3,4% em novembro de 2025 na comparação com o mês anterior. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE. Apesar da queda mensal, o desempenho segue positivo no horizonte mais amplo: frente a novembro de 2024, o setor registrou crescimento de 5,1%, acumulando alta de 7,6% no ano até novembro e de 7,9% nos últimos doze meses.
No cenário nacional, o volume de serviços também apresentou leve variação negativa em novembro de 2025, com recuo de 0,1% em relação ao mês anterior, indicando um arrefecimento pontual da atividade no país.
No recorte do turismo, a atividade no Distrito Federal registrou retração mensal de 5,0% em novembro. Ainda assim, o setor acumula crescimento de 4,7% no ano, resultado que posiciona o DF na nona colocação entre as 17 unidades da Federação pesquisadas, evidenciando um desempenho relativamente favorável no comparativo nacional.
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