Fazenda nega ultimato ao GDF sobre aporte no BRB

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Ministério da Fazenda desmente exigência de aporte de R$ 4 bilhões ao Banco de Brasília e afirma que Haddad não tratou do caso com o GDF

 

 

O Ministério da Fazenda negou nesta segunda-feira (19) a existência de qualquer “ultimato” do ministro Fernando Haddad ao Governo do Distrito Federal (GDF) para a realização de um aporte de R$ 4 bilhões no Banco de Brasília (BRB) em razão de operações envolvendo o Banco Master, que está sob investigação.

Em nota oficial, o Ministério da Fazenda afirmou que Haddad “não tratou, formalmente ou informalmente, com o governo do Distrito Federal ou com a direção do Banco de Brasília sobre o caso do BRB”. O comunicado também ressalta que o ministro declarou não poder responder pelo Banco Central, uma vez que a Fazenda não é o órgão responsável pela regulação do sistema financeiro.

A manifestação do ministério ocorre após reportagem do O Estado de S. Paulo, que noticiou que Haddad teria comunicado ao GDF a necessidade de um aporte de R$ 4 bilhões diante de suposta “insuficiência patrimonial” do BRB, sob risco de intervenção. A versão foi rechaçada oficialmente pela pasta.

As operações entre o BRB e o Banco Master são alvo de apuração da Polícia Federal, que investiga suspeita de fraude estimada em R$ 12 bilhões relacionada à venda de carteiras de crédito. Os negócios, que somam cerca de R$ 16 bilhões, também estão sendo analisados pelo Banco Central e por auditoria independente.

Plano de capital

Em nota divulgada na semana passada, o BRB informou que possui um plano de capital estruturado caso seja confirmado eventual prejuízo na aquisição das carteiras do Banco Master. Entre as alternativas está a possibilidade de aporte direto do acionista controlador, o Governo do Distrito Federal, que, segundo o banco, já sinalizou positivamente para essa hipótese. Os valores, no entanto, não foram detalhados.

De acordo com o BRB, as apurações seguem em andamento sob a condução do Banco Central e de auditoria independente do escritório Machado e Meyer, com suporte técnico da Kroll.

A instituição reforçou, ainda, que “permanece sólida, operando normalmente e assegurando todos os serviços financeiros, incluindo crédito, investimentos e atendimento em canais digitais e presenciais”, buscando afastar especulações sobre instabilidade decorrente das investigações.

Com informações Metrópoles

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