Congresso se ausenta de atos pelos três anos do 8 de Janeiro

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Presidente da Câmara, Hugo Motta (à esquerda na foto), presidente Lula (no centro) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (à direita). (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil).
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Presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta e Davi Alcolumbre, decidem não participar dos atos pelos três anos dos ataques de 8 de Janeiro, que serão realizados apenas pelo Planalto e pelo STF

 

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), não participarão dos atos em defesa da democracia que marcam os três anos dos ataques de 8 de janeiro. A decisão foi comunicada ao Palácio do Planalto no início desta semana.

Ambos foram convidados para os eventos, que devem destacar a importância da democracia e o papel do Judiciário na condenação dos envolvidos nas invasões às sedes dos Três Poderes. No entanto, a avaliação interna foi de que a participação poderia gerar desgaste político junto à oposição, o que levou Motta e Alcolumbre a declinarem do convite.

Além disso, a solenidade deve ocorrer em meio ao impasse provocado pelo veto presidencial ao chamado PL da Dosimetria, aprovado pelo Congresso no fim do ano passado. O projeto reduz as penas dos condenados pelos atos de 2023 e beneficia diretamente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos por liderar um plano de golpe de Estado.

Os atos de lembrança do 8 de Janeiro vêm sendo realizados desde 2024 no Palácio do Planalto, com a presença de ministros de Estado e autoridades dos Poderes Legislativo e Judiciário. Neste ano, porém, apenas o Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF) promoverão eventos oficiais. O Congresso Nacional não agendou nenhuma atividade institucional sobre a data.

Esta será a segunda vez que o presidente do Senado deixa de participar da solenidade. O ex-presidente da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), compareceu apenas em 2024 e se ausentou no ano seguinte, quando delegou a representação ao então vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB). Já a Câmara dos Deputados nunca participou oficialmente dos atos de lembrança do 8 de Janeiro. Tanto Hugo Motta quanto seu antecessor, Arthur Lira (PP-AL), optaram por manter distância das cerimônias para evitar atritos com setores da Casa.

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