Coronavírus: Wanderson diz “estamos cansados”, ao ser questionado por que pediu para sair

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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, não aceitou a demissão do secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira. Ao responder a uma pergunta na entrevista coletiva desta quarta-feira (15), Oliveira resumiu em uma frase. “Estamos cansados.” A etapa é mais de assistência do que da vigilância, no processo de combate ao novo coronavírus. “Estamos cansados”, sintetizou o secretároi. Ele reiterou que não abandonará o barco e irá ajudar na transição do próximo titular da pasta.   Atualizada às 18h55

 

“Hoje teve muito ruído por conta do Wanderson. Já falei que não aceito. Wanderson continua, está aqui. Acabou esse assunto. Vamos trabalhar juntos até o momento de sairmos juntos do Ministério da Saúde”, declarou o ministro da Saúde.

“O Wanderson mandou um papel lá. Do jeito que chegou, voltou pra trás. Entramos juntos e sairemos juntos”, repetiu em outro momento.

Em mensagem enviada aos servidores da secretaria, Wanderson de Oliveira disse que a gestão de Mandetta “acabou”, segundo informou o Blog de Andréia Sadi.

Na entrevista, Mandetta afirmou que deixará o ministério em três situações:

1 – “Uma, quando o presidente não quiser mais o meu trabalho”;

2- “Segundo, se eventualmente, imagine que eu pegue uma gripe dessa e tenha que ser afastado por forças alheias”;

3 – “Terceira, quando eu sentir que o trabalho feito já não é mais necessário porque de alguma maneira passamos por esse estresse.”

Essa última é a novidade acrescentada pelo ministro, uma situação a mais do que vinha declarando nas últimas entrevistas. Segundo o ministro, todas as alternativas continuam válidas.

“Descompasso”

“Claramente, isso não é desconhecido. Claramente há um descompasso entre o Ministério da Saúde. E isso daí, a gente colocou, deixa muito claro, que a gente vai trabalhar até 100% do limite das nossas possibilidades. Nada muda. Enquanto eu estiver no Ministério da Saúde, podem ter certeza que o povo está trabalhando”, afirmou.

Durante a entrevista, Mandetta admitiu que sairá. Segundo ele, “isso é uma coisa pública”. De acordo com o ministro, “ninguém é dono da verdade” e existem “visões diferentes” entre ele e Bolsonaro.

“O importante é que, seja lá quem o presidente colocar no Ministério da Saúde, que ele confie e que ele dê as condições para que a pessoa possa trabalhar baseada na ciência, nos números, na transparência dos casos. Para que a sociedade possa, junto com seus governadores e seus prefeitos, tomar suas melhores decisões.”

Segundo o ministro, “ele [Bolsonaro] claramente externa que quer outro tipo de posição por parte do Ministério da Saúde. Que eu, baseado no que nós recebemos, baseado em ciência, eu tenho este caminho para oferecer. Fora desse caminho, tem que achar alternativas. E tem muitas alternativas, gente muito boa, gente muito experiente”, declarou.

Mandetta disse que pediu aos técnicos integrantes da equipe colaboração com o próximo ministro. Segundo ele, a equipe se tornou “uma família” porque “um sentiu firmeza no outro”. De acordo com Mandetta, várias vezes foram pedidas as demissões de secretários e ele não aceitou.

Gabbardo

Durante a entrevista, o secretário-executivo do ministério, João Gabbardo, foi questionado se aceitaria um eventual convite para assumir como ministro.

Ele disse que permanecerá no ministério o tempo necessário para fazer uma transição com a equipe do futuro ministro, mas disse ter compromisso com Mandetta.

“Eu conheci o ministro Mandetta em dezembro de 2018. Eu fui convidado pelo ministro na transição. Nunca tinha estado com o ministro Mandetta. Recebi o convite para ocupar essa função, aceitei, e tenho compromisso com o ministro Mandetta. Ele me convidou. O dia em que ele sair, eu saio junto com ele”, afirmou.

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