Clubes pequenos do Rio querem retorno do futebol, Flu e Bota são contra, Fla e Vasco em silêncio

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A crise econômica, agravada com a pandemia do novo coronavírus, arrasou clubes de médio e pequenos portes do Rio de Janeiro. Nota oficial da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FER) tem 13 agremiações de primeira e segunda divisões assinando apoiamento do retorno da atividade do campeonato carioca. Os grandes estão divididos. De um lado, pelo menos dois receiam complicações, como o agravamento dos números de casos confirmados e mortes provocados pela Covid-19. Ou seja, não é o momento para término da quarentena. 

 

Entre os quatro grandes clubes do estado do Rio de Janeiro, há posições divergentes sobre o retorno das competições, mesmo que sejam realizadas com portões fechados, respeitando rígidos protocolos de segurança na prevenção ao contágio do novo coronavírus.

O desacordo ficou evidente na nota oficial de esclarecimento publicada hoje (8), no site da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), com a assinatura de representantes de 13 times de primeira e segunda divisões do Campeonato Carioca, exceto Botafogo e Fluminense.

O presidente do Alvinegro Nelson Mufarrej explicou porquê não assinou o documento. “É questão de coerência o nosso posicionamento público.”

“Estamos próximos ao pico da pandemia com o sistema de saúde perto da asfixia e o que mais se fala é em lockdown”. O dirigente defende a ideia de que o futebol pode esperar. “O retorno tem que ser orgânico. Respeito a atitude dos demais clubes, mas entendemos ser a hora de preservar a saúde de todos e por isso não assinamos”.

A nota de esclarecimento da Ferj menciona que “por inúmeros motivos os clubes desejam retornar as suas atividades o mais breve que lhes for possível e permitido, e estão prontos para reiniciar, em primeira fase, tão somente os treinamentos, de forma responsável, restrita, reduzida, sob vigilância, sem  aglomerações ou presença de público e em obediência a um rigoroso protocolo médico de normas e procedimentos imperativos, sempre comprometidos com a preservação da integridade da saúde de todos os envolvidos e também em atenção às medidas de prevenção e combate à disseminação da COVID”.

O Fluminense explicou, por meio de nota oficial publicada no site do clube, o motivo pelo qual não assinou a carta da Ferj.

“Não é o momento do futebol brasileiro dar qualquer sinalização de retorno do esporte quando o país inteiro, particularmente o Rio de Janeiro, está com extrema dificuldade de cumprir o isolamento social necessário para reduzir o número de contaminações e mortes.”

Vasco e Flamengo ainda não haviam se manifestado até o fechamento desta edição. Além dos dois clubes, assinaram a nota da Ferj: América, Americano, Bangu, Boavista, Cabofriense, Friburguense, Madureira, Nova Iguaçu, Portuguesa, Resende e Volta Redonda.

 

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