Por Miguel Lucena
Quando Madre Cabrini desembarcou em Nova Iorque, em 1889, não encontrou a acolhida prometida pelo Papa, mas o desprezo das autoridades locais e a miséria crua das ruas de Five Points. As crianças italianas viviam nos esgotos, entregues à violência e ao abandono. Era ali, no inferno de Manhattan, que ela e suas irmãs freiras deveriam plantar um oásis de esperança.
Pequena, frágil, desenganada pelos médicos aos 30, Cabrini viveu até os 67, desafiando o diagnóstico e o destino. Fundou orfanatos, escolas, hospitais. Não apenas em Nova Iorque, mas em toda a América, na Europa e até no Brasil. O que começou com algumas freiras e um coração indomável tornou-se um império de caridade.
Hoje, Santa Cabrini é padroeira dos imigrantes, farol dos desvalidos. Canonizada em 1946, foi a primeira santa ítalo-americana. Sua história, agora em cartaz na Netflix, segue inspirando quem vê fé onde só há escuridão.