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Desembargadora suspende demissão em troca de fim da greve dos petroleiros

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A determinação foi tomada diante do impasse entre as partes na audiência de conciliação. A decisão da desembargadora vale até o dia 6 de março, quando haverá uma nova tentativa de acordo.

Os sindicalistas também se comprometeram cessar o movimento grevista, que está no 18º dia, motivado pelas demissões. A greve foi considerada ilegal pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A empresa anunciou, em 14 de janeiro, a “hibernação” da unidade depois de encerrar as tentativas de vender a fábrica. Conforme a Ansa, 396 funcionários devem ser demitidos até abril. Até sexta-feira (14), 144 haviam sido desligados.

“A gente avalia que foi muito boa a decisão, muito responsável, uma vez que cessou esse processo de demissões”, afirma o diretor de imprensa e comunicação da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Gerson Castellano.

Ele explica que essa decisão será levada à categoria no Paraná em uma assembleia, prevista para quinta-feira (20), com um indicativo de suspensão da greve.

“Como diretor da FUP vou levar isso ao conselho nacional que deve encaminhar a suspensão ou não do movimento [nacional]. Entendo que a gente está atingindo o principal pleito que provavelmente suspenda a greve”, diz.

Os representantes da Petrobras e da Ansa não quiseram se pronunciar após a audiência.

‘Hibernação’ da fábrica

Em comunicado, a Petrobras afirmou que a matéria-prima da fábrica estava mais cara que o produto final, e que a unidade vinha acumulando prejuízos desde quando foi adquirida, em 2013.

A empresa informou que a produção já foi interrompida, e até que todos os desligamentos sejam efetivados, a fábrica mantém atividades de expedição dos produtos em estoque e de manutenção dos equipamentos para a garantia da segurança operacional, das pessoas e do meio ambiente.

De acordo com a empresa, os desligamentos aconteceriam em três fases. A Petrobras explicou que está oferecendo um pacote de benefícios adicional às verbas rescisórias legais.

Tentativa de acordo

Na audiência desta terça, a Ansa apresentou uma proposta, que foi negada pelo sindicato dos trabalhadores. A proposta previa:

  • aviso prévio indenizado
  • retroação de benefícios aos 144 demitidos
  • benefício educacional para os dependentes, plano de saúde (médico, odontológico e fármaco) por dois anos, independentemente de obter novo emprego;
  • pagamento proporcional de 40% da remuneração de dezembro de 2019 por ano trabalhado, acrescentando meia remuneração ao final, sendo o piso de R$ 60 mil e o teto de R$ 200 mil.

“Pela desembargadora presidente é dito que deverá ser estudada uma contraproposta, sendo razoável o prazo de 15 dias para a negociação, com suspensão das demissões e, em contrapartida, suspensão da greve”, diz trecho da ata da audiência.

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