A greve dos vigilantes do Distrito Federal, deflagrada na última terça-feira (18/4), causa um verdadeiro caos na capital do DF. Hospitais funcionam de maneira precária, bancos não abriram suas portas e serviços em órgãos federais tiveram que se adaptar à paralisação. Nesta quinta-feira (20) o Tribunal Regional do Trabalho da 10° região determinou a volta imediata ao trabalho dos vigilantes em greve desde a noite da última terça-feira (18). A determinação vale para serviços prestados em hospitais, bancos e transporte de valores. O descumprimento da liminar está sujeito à multa de R$ 100 mil por dia.
A decisão do presidente do TRT, desembargador Pedro Luís Vicentin Foltran diz ainda que nos demais postos de serviços, deverá ser mantido o contingente mínimo de 30%.
O Sindicato das Empresas de Segurança Privada (sindesp-DF) havia entrado com ação cautelar na Justiça Trabalhista. O Ministério Público do Trabalho convocou uma reunião durante a tarde desta quinta-feira afim de chegar a um acordo, mas a ação já havia sido judicializada.
Segundo o presidente do TRT, “a situação exige que se imprima o equilíbrio entre o direito constitucional à greve com a prestação de serviços essenciais de forma segura, sem qualquer ameaça a outros direitos garantidos pela lei”.
O Sindicato dos Vigilantes do DF diz que são quase 20 mil trabalhadores em todo Distrito Federal. A greve é pela manutenção de uma cláusula definida em convenção coletiva que proíbea contratação de vigilantes horistas – aqueles que recebem por hora de serviço de segurança.
Uma audiência de conciliação foi designada para a próxima quinta-feira (27) quando o Sindicato dos Empregados de Empresas de Segurança e Vigilância do DF deverá apresentar sua defesa no processo.
Ainda na tarde desta quinta, os vigilantes fizeram uma assembleia e decidiram encerrar a greve. De acordo com a assessoria do Sindicato nesta sexta (21) todos os vigilantes devem voltar ao trabalho.