Deputado critica decisão de Moraes, diz que condenação é insustentável e afirma que vai apurar condições da sala de Estado-Maior no 19º BPM do DF
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) comentou, nas redes sociais, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília.
Na publicação, o parlamentar afirmou que pretende verificar junto a familiares e aliados as condições reais do novo local de custódia e se, de fato, o espaço oferece melhorias em relação ao anterior. Segundo Nikolas, as informações preliminares indicam um ambiente mais adequado, com menos ruído e acesso a atendimento médico permanente, mas ele ressaltou que fará a checagem direta dessas circunstâncias.
O deputado voltou a criticar a condenação imposta a Bolsonaro no processo que apura uma suposta tentativa de golpe de Estado. Para Nikolas Ferreira, a acusação não se sustenta e o ex-presidente não deveria estar preso. “Moraes acaba de transferir Bolsonaro para a Papudinha. Aparentemente, parece ser um espaço melhor, sem barulho e com atendimento médico 24 horas. Vou apurar com a família se essas condições de fato são melhores. Mas a pergunta continua: por que não enviá-lo para casa? Tudo isso por um crime que ele nunca cometeu e deveria estar livre”, declarou.
Transferência de Bolsonaro
Jair Messias Bolsonaro foi transferido para a sala de Estado-Maior no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal após decisão do ministro Alexandre de Moraes, proferida na tarde desta quinta-feira (15). Com a medida, o cumprimento da pena de 27 anos e três meses de prisão, aplicada no âmbito do processo por suposta tentativa de golpe de Estado, passa a ocorrer na nova unidade, localizada nas proximidades do Complexo Penitenciário da Papuda.
No mesmo batalhão já se encontram detidos o ex-ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Anderson Torres, e o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, também condenados no mesmo processo. De acordo com as autoridades, Bolsonaro permanecerá em cela separada dos demais presos.
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