Por Miguezim de Princesa
Quando chega a eleição,
É tudo uma simpatia,
Fica cheio de empatia
Quem não tinha compaixão,
E haja apertar a mão
Quem nunca cumprimentava,
Quem sentia nojo beijava
O menino catarrento,
E quem era ciumento
Até a noiva ofertava.
A rua fica mais cheia,
A mesa tem mais fartura,
É mais doce a rapadura
Servida depois da ceia,
A luz quebrada clareia
Onde havia escuridão,
Há mais aperto de mão,
Abraço mais apertado
E suspiro mais dobrado
Quando chega a eleição.
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