Caiado se impõe na corrida pelo Planalto

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Foto: Rômullo Carvalho
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Governador de Goiás mantém pré-candidatura à Presidência, resiste a alianças prematuras e é visto por aliados como nome competitivo para enfrentar Lula e levar a disputa ao segundo turno

 

 

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), mantém firme o projeto de disputar a Presidência da República e não sinaliza recuo a pouco mais de oito meses da eleição. Apesar de especulações sobre um eventual apoio do União Brasil ao senador Flávio Bolsonaro (PL), aliados do governador afirmam que a sigla já tem um pré-candidato definido e competitivo.

Bem avaliado à frente do governo goiano, Caiado aposta na experiência administrativa e no discurso focado em segurança pública, área em que Goiás é citado como referência nacional. Nos bastidores, integrantes da direita avaliam que, com estrutura partidária e espaço nos debates, o governador pode se mostrar eleitoralmente mais consistente do que Flávio Bolsonaro e se credenciar para polarizar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Aliados destacam que a retirada de Caiado da disputa poderia favorecer uma vitória de Lula no primeiro turno. Em 2022, o petista obteve 48,43% dos votos válidos na primeira etapa, ficando próximo da reeleição antecipada. Por isso, a presença de ao menos dois candidatos competitivos no campo conservador é vista como estratégica para levar a eleição ao segundo turno.

Nesse cenário, uma aliança precoce do União Brasil em torno de um único nome é considerada pouco pragmática. Também é ventilada a possibilidade de Caiado migrar para o Solidariedade, partido federado ao PRD. Embora perdesse a estrutura do União Brasil, ganharia uma legenda inteiramente comprometida com sua candidatura — movimento que encontra precedentes em eleições vencidas por candidatos de partidos menores.

Caiado, no entanto, nunca afirmou publicamente que deixará o União Brasil. Caso isso ocorra, aliados avaliam que Gracinha Caiado pode assumir o comando da sigla em Goiás, onde é apontada como favorita ao Senado. Interlocutores do governador afirmam que ele segue animado com a disputa presidencial e não cogita concorrer a outro cargo.

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