Ex-deputado acusa, números reagem e desmentem

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Ex-deputado Luis Miranda é desmentido por dados oficiais ao acusar Fred Linhares de faltas na Câmara dos Deputados

 

O ditado popular “quem tem telhado de vidro não atira pedras no do vizinho” parece se aplicar ao ex-deputado federal Luis Miranda, que tenta retomar protagonismo político no Distrito Federal por meio de ataques a adversários nas redes sociais.

Em uma de suas publicações, Miranda acusou o deputado federal Fred Linhares de ter faltado 119 vezes às sessões da Câmara dos Deputados. No entanto, dados do Portal da Transparência da Casa contradizem a afirmação. Segundo os registros oficiais, Linhares contabiliza 119 dias de presença, nenhuma ausência justificada e apenas duas ausências não justificadas no período consultado.

Além disso, Fred Linhares é autor de 209 proposições legislativas, conforme informações disponíveis no sistema da Câmara. Os números oficiais desmentem a acusação feita pelo ex-parlamentar, evidenciando divergência entre o discurso nas redes sociais e os dados públicos.

Luis Miranda, quando exercia mandato como deputado federal pelo Distrito Federal, ganhou notoriedade nacional em junho de 2021, ao denunciar, ao lado do irmão Luis Ricardo Miranda — servidor do Ministério da Saúde —, um suposto esquema de corrupção envolvendo a negociação de vacinas durante a pandemia de Covid-19. O caso foi levado inicialmente ao então presidente Jair Bolsonaro, que, segundo Miranda, teria atribuído a responsabilidade a um parlamentar.

O episódio ganhou repercussão na CPI da Covid. Após horas de depoimento, em 25 de junho daquele ano, Luis Miranda afirmou que o presidente teria citado o deputado Ricardo Barros (PP-PR), então líder do governo na Câmara, como envolvido no esquema. As denúncias colocaram os irmãos Miranda no centro do debate político nacional.

Apesar da exposição, Luis Miranda não conseguiu se reeleger nas eleições seguintes. Candidato por São Paulo, foi derrotado após enfrentar forte desgaste político, ataques nas redes sociais e isolamento no Congresso, fatores que ele próprio apontou como determinantes para o fracasso eleitoral. Seu irmão, alegando ameaças de morte, ingressou no programa de proteção a testemunhas da Polícia Federal e teria deixado o país.

Agora, fora do mandato, Miranda volta a recorrer às redes sociais para atacar adversários, desta vez com informações contestadas por dados oficiais. A estratégia reacende críticas sobre o uso de desinformação no debate público e levanta questionamentos sobre a coerência de quem, no passado, se apresentou como defensor da transparência e do combate à corrupção.

No Distrito Federal, onde o eleitorado acompanha de perto a trajetória de seus representantes, episódios desse tipo tendem a reforçar a desconfiança em relação a discursos políticos baseados em acusações não sustentadas por fatos verificáveis.

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