PCDF mira fraude de R$ 47 milhões com empresa fantasma

Compartilhar:
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Telegram
[views count="1" print= "0"]
Foto: Ascom/DGPC
[tta_listen_btn listen_text="Ouvir" pause_text="Pause" resume_text="Retomar" replay_text="Ouvir" start_text="Iniciar" stop_text="Parar"]

 

 

Ação conjunta com a Receita do DF cumpre 16 mandados em quatro estados e mira grupo acusado de sonegação, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica


A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Ordem Tributária (DOT/Decor), deflagrou na manhã desta quinta-feira (8) a Operação Hollow Company. A ação, realizada em conjunto com a Subsecretaria da Receita do DF (Surec/SEEC), tem como alvo um sofisticado esquema de sonegação fiscal, associação criminosa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, supostamente operado por empresas do ramo industrial de embalagens plásticas.

Com o objetivo de reforçar as provas e delimitar a participação de cada envolvido, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão no Lago Sul, em Brasília, e nas cidades de Campinas, Jaguariúna, Suzano (SP) e Florianópolis (SC). Os alvos incluíram sedes empresariais e residências dos suspeitos.

Durante a operação, a Justiça determinou o sequestro de cerca de R$ 47 milhões em bens, com bloqueio de 41 veículos e 32 imóveis, entre eles um complexo industrial em Jaguariúna/SP, como forma de mitigar os danos aos cofres públicos e descapitalizar o grupo criminoso.

As investigações revelam que uma empresa registrada no Distrito Federal, oficialmente voltada à produção de embalagens plásticas, teria movimentado cerca de meio bilhão de reais desde sua fundação em 2018 sem recolher qualquer tributo. De acordo com a PCDF, trata-se de uma empresa “noteira”, criada com a finalidade exclusiva de emitir notas fiscais frias para simular operações comerciais fictícias e permitir que outras empresas utilizem créditos tributários fraudulentos.

Essas empresas beneficiadas, localizadas no Estado de São Paulo e pertencentes ao mesmo ramo de atividade, possuem ligações diretas com a empresa investigada, inclusive compartilhando sócios e representantes legais — indícios que reforçam a tese de fraude e de que “vendedores” e “compradores” pertencem ao mesmo grupo criminoso.

O esquema, segundo a polícia, estaria em operação há pelo menos seis anos, acumulando uma dívida fiscal de R$ 47 milhões com o Governo do Distrito Federal (GDF). A soma das penas dos crimes investigados pode chegar a 24 anos de prisão.

A Operação Hollow Company mobilizou 70 policiais civis e contou com o apoio das Polícias Civis de São Paulo e Santa Catarina, além da participação de auditores fiscais da Receita do DF. O nome da operação, que em inglês significa “Empresa Oca”, alude à natureza fictícia da entidade investigada, que existia apenas para fins de fraude tributária.

Mais lidas

Renegociação alivia dívidas de produtores ...
PF mira lobista com frota milionária
Saúde reforça preparo em emergências obsté...
...