PF acusa Bolsonaro de enriquecer com venda de joias árabes

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Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Ex-presidente Jair Bolsonaro é acusado de enriquecimento ilícito com venda de joias árabes

 

A Polícia Federal acusou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de aumentar seu patrimônio pessoal com a venda de joias presenteadas pelo governo árabe. A denúncia foi detalhada em um relatório enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e divulgado na segunda-feira, 8 de julho de 2024. Segundo a PF, Bolsonaro teria obtido R$ 6,8 milhões com a venda desses bens, valor que não inclui um relógio, um barco e uma palmeira de ouro.

 

De acordo com o relatório, o total parcial dos presentes recebidos por Bolsonaro de autoridades estrangeiras ou por agentes públicos a seu serviço somou US$ 1.227.725,12 ou R$ 6.826.151,66. Esse montante teria sido utilizado para custear a hospedagem dele e de sua família nos Estados Unidos entre janeiro e março de 2023. Os investigadores acreditam que essa era uma das formas de Bolsonaro reintegrar o valor de maneira lícita.

 

“Tal fato indica a possibilidade de que os proventos obtidos por meio da venda ilícita das joias desviadas do acervo público brasileiro, que, após os atos de lavagem especificados, retornaram, em espécie, para o patrimônio do ex-presidente, possam ter sido utilizados para custear as despesas em dólar de Jair Bolsonaro e sua família, enquanto permaneceram em solo norte-americano”, afirma o relatório. “A utilização de dinheiro em espécie para pagamento de despesas cotidianas é uma das formas mais usuais para reintegrar o ‘dinheiro sujo’ à economia formal, com aparência lícita”, completa.

 

Bolsonaro foi indiciado por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Outras 11 pessoas também são suspeitas de participarem do esquema, incluindo os advogados Fábio Wajngarten e Frederick Wassaf, além do ex-ajudante de ordens Mauro Cid, um dos delatores. O ex-ministro de Minas e Energia Bento Albuquerque também foi indiciado.

 

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, retirou o sigilo do processo e enviou os autos à Procuradoria-Geral da República (PGR), que terá 15 dias para apresentar um parecer ou solicitar novas informações à Polícia Federal.

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