Metabolismo lento? Nutricionista explica mitos e verdades sobre alimentação no frio

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Foto: Divulgação
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Maíra Azevedo esclarece que as baixas temperaturas podem contribuir para maior sensação de fome, mas cuidados com a dieta continuam os mesmos e dá dicas do que comer

 

 

 

Depois de uma queda brusca e repentina na temperatura em todo o País, os termômetros já voltaram ao normal. Contudo, na região Centro-Oeste ainda é comum que essa época tenha temperaturas mais baixas, especialmente durante a noite, o que estimula algumas mudanças de hábitos diários, dentre eles a alimentação.

Embora ainda seja a reta final do outono, os dias frios já fazem as pessoas procurar opções mais quentes e até passarem um pouco da conta na hora das refeições. Um exemplo por aqui são as pamonharias, que chegam a registrar aumento de até quatro vezes na produção nesse período. De acordo com a nutricionista Maíra Azevedo, essa alteração na rotina alimentar causada pelo frio esbarra em verdades e mitos sobre como o corpo humano funciona, mas pede o mesmo grau de atenção das outras estações.

Frio é sinônimo de metabolismo lento?

Enquanto pesquisadores já classificam a obesidade como uma epidemia e estimam que até 2030 pelo menos 26% dos brasileiros estarão obesos, a relação entre alimentação e organismo ainda sofre com a falta de informação. Por exemplo, muitos acreditam que os dias frios contribuem também para um metabolismo mais lento, prejudicando o equilíbrio entre ingestão e gasto de calorias. Contudo, a especialista explica que isso é apenas um mito.

Na verdade, como ela explica, os fatores que podem culminar no ganho de peso são outros. “Nosso metabolismo não muda no inverno. O que muda são os hábitos alimentares. As pessoas tendem a ficar mais tempo em casa e acabam comendo em excesso. É esse excesso que promove o ganho de peso”, esclarece.

Por isso mesmo, Maíra reforça que os detalhes essenciais da dieta não mudam no frio. Embora seja natural que as circunstâncias estimulem a busca por alimentos mais quentes, a necessidade de limitar ao máximo o consumo de açúcar, frituras e gorduras continua a mesma.

Mais frio, mais fome

Se por um lado o metabolismo leto no frio é um mito, a nutricionista explica que nosso organismo acaba gastando mais energia para manter a temperatura corporal e isso pode aumentar a fome ao longo do dia.

Diante disso, ela recomenda algumas inclusões ou substituições no cardápio para ajudar frear os exageros. “No café da manhã e lanches intermediários, use leite quente com café ou canela e no lugar do achocolatado use cacau em pó”.

Já em outras refeições, Maíra aconselha acrescentar legumes e verduras cozidos, refogados ou até em sopas para não correr o risco de reduzir a ingestão desse grupo alimentar. Nos finais de semana, quando é mais comum comer algo mais diferente do padrão da dieta, a dica da especialista é reduzir a quantidade nas refeições ao longo do dia para equilibrar as calorias totais consumidas no dia.

Por fim, a nutricionista indica a ingestão de chás quentes sem açúcar, a moderação no consumo de bebida alcoólica, que deve ser intercalada com o consumo de água, e a manutenção da prática de exercícios mesmo que o frio dê aquela preguiça de se movimentar.

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